Há uma frase que muitas mulheres começam a repetir a determinada altura da vida: “O meu cabelo já não é o que era…”
Pode estar mais fino, ter perdido volume, ficar seco com maior facilidade ou simplesmente já não responder da mesma forma aos produtos e penteados de sempre. E não, não é necessariamente impressão sua.
A perimenopausa e a menopausa trazem alterações hormonais que podem refletir-se também no cabelo. Os folículos capilares são sensíveis às hormonas e, nesta fase, podem ocorrer mudanças na espessura dos fios, na densidade e até na textura do cabelo. Mas isso não significa que tenha de deixar de gostar do seu cabelo. Significa, muitas vezes, que está na altura de conhecê-lo novamente e adaptar os cuidados à fase em que se encontra.
Que mudanças pode notar?
Nem todas as mulheres passam pelas mesmas alterações e estas podem começar ainda durante a perimenopausa. Entre as mudanças mais frequentes podem estar:
- fios mais finos e frágeis;
- menor volume ou densidade;
- cabelo mais seco ou áspero;
- alterações na textura habitual;
- maior dificuldade em conseguir o mesmo resultado com os penteados de sempre;
- em algumas mulheres, aumento da queda ou um alargamento mais visível da risca do cabelo.
E é precisamente aqui que existe um erro bastante comum: continuar a tratar o cabelo exatamente como há dez ou quinze anos.
Se o cabelo mudou, a rotina também pode precisar de mudar.
1. Reavalie os produtos que utiliza
Aquele shampô que sempre funcionou pode já não ser o ideal. O mesmo acontece com máscaras, condicionadores e produtos de styling.
Se o cabelo estiver mais seco, por exemplo, pode beneficiar de uma rotina mais nutritiva e hidratante. Se estiver mais fino e sem volume, produtos demasiado pesados podem acabar por deixá-lo ainda mais “colado” e sem movimento.
Não se trata de utilizar mais produtos. Trata-se de escolher os produtos certos para o cabelo que tem agora.
2. Dê mais atenção à hidratação
Um cabelo que se torna mais seco tende também a ficar mais vulnerável à quebra e ao frisado.
Máscaras e tratamentos adequados ao tipo de fio podem ajudar a melhorar a suavidade, o brilho e a maleabilidade do cabelo.
E atenção: hidratação não significa necessariamente escolher o produto mais rico da prateleira. Num cabelo fino, por exemplo, é particularmente importante encontrar o equilíbrio entre nutrir e não retirar volume.
É aqui que o aconselhamento profissional pode fazer diferença.
3. Tenha mais cuidado com o calor
Secadores, placas e modeladores continuam a poder fazer parte da rotina. O objetivo não é declarar guerra ao secador!
Mas se os fios estiverem mais finos, secos ou frágeis, convém reforçar alguns cuidados: utilizar proteção térmica, evitar temperaturas desnecessariamente elevadas e não insistir repetidamente com a placa sobre a mesma zona.
Pequenas mudanças na forma como se penteia podem ajudar a preservar a qualidade do fio.
4. Talvez esteja na altura de repensar o corte
Às vezes, a resposta não está num produto novo. Está num bom corte.
Quando existe perda de densidade ou alteração da textura, um corte pensado para o cabelo atual pode fazer uma diferença enorme na forma como este ganha movimento e volume.
Camadas, comprimento, franja, contorno do rosto… não existe uma fórmula universal.
O que resulta num cabelo espesso pode não favorecer um cabelo mais fino. E o corte que funcionava perfeitamente há alguns anos pode já não ser aquele que mais valoriza o cabelo hoje.
Adaptar não significa desistir do seu estilo. Significa fazê-lo trabalhar a seu favor.
5. E a cor?
Também aqui pode ser necessário fazer alguns ajustes.
Um cabelo mais seco ou sensibilizado merece uma avaliação antes de qualquer serviço químico. Técnicas, produtos e frequência podem ser adaptados para procurar o resultado desejado sem ignorar o estado atual da fibra capilar.
Além disso, a própria cor pode ser utilizada de forma estratégica para criar dimensão, luminosidade e movimento.
Por outras palavras: não é obrigatório deixar de pintar o cabelo aos 50, 55 ou 60 anos. Muito menos existe uma cor “certa” para cada idade.
Existe, sim, a cor que combina consigo, com o seu cabelo e com aquilo que a faz sentir-se bem.
O cabelo muda. Os cuidados também podem mudar.
A menopausa não chega com um manual de instruções. E o cabelo também não.
Pode haver uma fase de adaptação até perceber aquilo de que o seu cabelo precisa agora. Talvez seja mais hidratação. Talvez seja um corte diferente. Talvez seja simplificar a rotina ou trocar alguns dos produtos que utiliza há anos.
E talvez seja apenas necessário deixar de tentar recuperar exatamente o cabelo que tinha aos 30 para começar a descobrir como valorizar o cabelo que tem hoje.
👉 Aqui, acreditamos que um bom aconselhamento começa precisamente aí: observar, ouvir e perceber aquilo de que cada cabelo precisa. Se sente que o seu cabelo mudou e já não sabe muito bem como cuidar dele, fale connosco. Juntas, podemos encontrar uma rotina, um corte e os cuidados mais adequados a esta nova fase.
O cabelo pode mudar. A vontade de se sentir bem com ele não tem idade.
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